
sexta-feira, 1 de Maio de 2009
sábado, 18 de Abril de 2009
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto, in Raiz de Orvalho e Outros Poemas
terça-feira, 14 de Abril de 2009
sábado, 11 de Abril de 2009
quarta-feira, 8 de Abril de 2009
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Os americanos não são estúpidos!
Naaahh!
http://sorisomail.com/email/446/americanos-nao-sao-estupidos.html
sexta-feira, 20 de Março de 2009
quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

20-11-2008
A casa das Artes é um dos três locais onde serão feitas as sessões da cinemateca do Porto.
Esperemos para ver!
a ver:
Douro, Faina Fluvial (1931)
Famalicão (1941) - o quinto filme!
Acto da Primavera (1963)
Amor de Perdição (1979)
Viagem ao Princípio do Mundo (1997)
Um filme falado(2003)
Lisbon Story, do Wim Wenders, em que participa como actor, que ando a tentar encontrar há miles de años e não encontro em nenhures
terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Faiz Ali Faiz
Rokia Traoré
KTU
com muita pena não se arranja nenhum vídeo na net de jeito dos Danças Ocultas e da Asha Bhosle (e cá entre nós, dá muiito trabalho fazer o upload dos meus)
segunda-feira, 25 de Agosto de 2008


Entre relíquias e descobertas, entre a costa vicentina e a capital.
Entre casa e as terras de Portugal.
1 - mar e mar
2 e 3 - fmm
4 - casa fernando pessoa
5 - a outra face da lua
quarta-feira, 2 de Julho de 2008

terça-feira, 1 de Julho de 2008
playFM cien punto nueve, Tu dia suena mejor.
Brandi Carlile " The Story"
Carla Bruni "Quelqu'n m'a dit"
segunda-feira, 30 de Junho de 2008
domingo, 29 de Junho de 2008
sexta-feira, 27 de Junho de 2008
quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Da Rússia à Noruega, da China ao Mali, da Índia ao México e de muitas outras regiões vêm músicos do Mundo.
10 dias de música como celebração do 10º aniversário do FESTIVAL DE MÚSICA DO MUNDO.
40 espectáculos repartidos por 4 palcos.
Asha Bhosle(Índia), Iva Bittová(Rep.Checa) !!! UHUH
links BUÉ d'úteis:
http://www.fmm.com.pt/
http://www.fmm.com.pt/programa/index.htm
segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Links que podem ser úteis:
http://www.min-edu.pt/np3/617.html
http://www.educacao.te.pt/jovem/index.jsp?p=104
domingo, 20 de Abril de 2008
terça-feira, 15 de Abril de 2008
segunda-feira, 14 de Abril de 2008
domingo, 13 de Abril de 2008
sexta-feira, 11 de Abril de 2008
João Negreiros
Quando chegar o fim do mundo
A vida a andar para trás
Poeta dramaturgo, jovem nortenho, natural, intenso.
sábado, 5 de Abril de 2008
quinta-feira, 20 de Março de 2008
quarta-feira, 19 de Março de 2008
Nada como um trabalho de grupo de mulheres para recordar bons tempos!
(é por estas e por outras que sempre gostamos tanto da Bio)
e mais...
e mais!
.)
quarta-feira, 5 de Março de 2008
quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...
Álvaro Campos
Tabacaria
terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

A NASA na comemoração dos seus 50 anos decidiu assinalar a data levando uma música dos Beatles ao espaço. A agência espacial norte-americana transmitiu Across the Universe, gravada há 40 anos pela mítica banda britânica, que também já alcançou as bodas de ouro.
A transmissão foi feita para a Estrela Polaris, conhecida com Estrela do Norte, localizada a 431 a.l da Terra. A canção viajou pelo universo a uma velocidade de 297600 km/s.
Pelo o Universo já correu o som de Good Day Sunshine, Here Comes The Sun, Ticket To Ride e A Hard's Day Night.
O evento ocorreu pelas 00h, do dia 5 de Fevereiro deste mês.
A meu ver, uma boa forma de imortalizar o imortalizado : o legado dos Beatles e o legado d' A Corrida Espacial.
terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Ricardo Araujo Pereira em mais um apelo à mudança da triste realidade do Portugal profundo.
Vejam também os originais, este não é para rir. Não podia deixar passar em branco.
L'Aubergue Espagnole
Xavier (Romand Duris), estudante francês vai para Barcelona, em Erasmus, como estudante de Economia. Aprender espanhol e conseguir um emprego numa empresa de administração europeia são os objectivos principais. Para trás, deixa, durante um ano, Paris, a mãe e a namorada Martine (Audrey Tautou).
Xavier vive com um italiano, uma inglesa, um dinamarquês, uma belga, um alemão e uma andaluza, no mesmo apartamento, dividem com dificuldades o frigorífico, os quartos e a casa de banho.
Tudo é dividido, tarefas, espaço físico, a renda da casa e mesmo algumas preocupações.
Anne Sophie (Judith Godréche), por quem Xavier sente grande afecto, é das personagens mais ternurentas do filme. Isabelle (Cécile de France) de origem belga é sem dúvida uma das mais divertidas e arrojadas, é quem dá dicas a Xavier sobre como pensar como uma mulher. É quando Isabelle faz referência à utilização da língua catalã pelas universidades de Barcelona e da região da Catalunha, em pleno auditório de la fac que Xavier repara nela.
Faz-nos querer voar num avião rumo a um futuro ‘meio incerto mas prazeroso’.
O parque Güel, a Sagrada Família, as ruelas e Las Ramblas são filmadas com tacto.
Filme de 2002 de que já tinha ouvido falar bem mas só desencantei há pouco tempo.
A Residência Espanhola é um filme sobretudo sensível, divertido, de cariz social/multicultural, que nos faz querer permanecer no estatuto de Jovem durante muito tempo. Um filme acerca da pluralidade do amor e da amizade, que enfrenta as fronteiras e ultrapassa barreiras. Não é uma obra prima mas tem lugar de referência no cinema europeu.
Trainspotting (1996)
sábado, 2 de Fevereiro de 2008
segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Emir Kusturica
HOJE no Coliseu do Porto.
ps. tenho aula daqui a duas horas, quem se lembrou de fazer horários destes? argh.
terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
domingo, 20 de Janeiro de 2008
sábado, 19 de Janeiro de 2008
Ele atravessa ainda a minha alma,
Como um risco de fogo na noite.
Lembro-me bem do seu olhar. O resto…
Sim o resto parece-se apenas com a vida.
Ontem, passei nas ruas como qualquer pessoa.
Olhei para as montras despreocupadamente
E não encontrei amigos com quem falar.
De repente vi que estava triste, mortalmente triste,
Tão triste que me pareceu que me seria impossível
Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse,
Mas porque seria impossível viver amanhã e mais nada.
Fumo, sonho, recostado na poltrona.
Dói-me viver como uma posição incómoda.
Deve haver ilhas lá para o sul das coisas
Onde sofrer seja uma coisa mais suave,
Onde viver custe menos ao pensamento,
E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol
E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais
Nem no dia do mês ou da semana que é hoje.
Abrigo no peito, como a um inimigo que temo ofender,
Um coração exageradamente espontâneo,
Que sente tudo o que eu sonho como se fosse real,
Que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta,
Canções tristes, como as ruas estreitas quando chove.
Álvaro Campos
quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes, .
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes, .
Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além, .
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro. Ámen.
Natália Correia
in Sonetos Românticos
quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
sábado, 12 de Janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
si miro la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.
Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejare de quererte poco a poco.
Si de pronto me olvidas
no me busques
que ya te habre olvidado.
Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides a dejarme a la orilla
del corazon en que tengo raices,
piensa que en este dia,
a esa hora
levantare los brazos
y saldran mis raices
a buscar otra tierra.
Pero si cada dia,
cada hora sientes que a mi estas destinada
con dulzura implacable.
Si cada dia sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mio, ay mia,
en mi todo ese fuego se repite,
en mi nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estara en tus brazos sin salir de los mios.
Pablo Neruda
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Pablo Neruda
quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Para começar em grande, para que nos lancemos a partir de uma rampa de desejos e concretizações brilhantes, sob o sol e com o mar sempre por perto lembrei-me de postar as fotografias que tirei há um mês, numa mini-viagem à Praia da Aguda. Voltei com milhentas informações adicionais, que no próprio dia fiz questão de espalhar ao mundo para que todos soubessem a importância da Lua, como influência nas marés, nos ciclos vegetais, reprodutivos, menstruais, de acasalamento, enfim! A utilidade das dunas e a sua diminuição abrupta, no último século, no litoral português, falámos das tão badaladas cianobactérias das aulas de Biologia, passei a chamar cracas (nome cientifico) àquilo que todos calcamos sob as rochas de aspecto rugoso e tom acizentado, o nome dos peixes que mais frequentemente se encontram nas zonas rochosas, o nome das espécies de algas verdes, castanhas, vermelhas, pretas que por lá nadavam, as armadilhas, as gaiolas e redes fabricados artesanalmente pelos pescadores (em extinção) e destinados à captura de crustáceos, moluscos e peixes... Entre tantas outras curiosidades intrigantes. Um dia temos que lá ir todos juntos, vocês vão gostar.
segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
para 2008, são estes os ingredientes que eu reservo, aos que passam por cá, mas muito em especial para os meus amigos.
o som da paz está AQUI, à distância de um click.
Beijinho, vossa Inês.
Que personagem infantil é você? (clica na pergunta para responder) Só coisas importantes e que nos fazem crescer por dentro. Eu fiz e posto aqui o resultado. Eu Sou um Pikachu!
![]() |
Que cena romântica de filme é você? (clica na pergunta para responder)
![]() | |
domingo, 30 de Dezembro de 2007
+
Câmara Clara RTP2
National Geographic RTP2
Os Simpsons RTP2
Friends RTP2
Sentido do Gosto RTP1
Diz que É uma Espécie de Magazine RTP1
Reportagens SIC SIC

-
Dança Comigo RTP1
Casamento de Sonho TVI
Família Superstar SIC
Operação Triunfo RTP1
(Os programas que vão estar no AR na sagrada passagem de ano. Iac!)
Álbuns que marcaram 2007
Arcade Fire - "Neon Bible"
Tinariwen- “ Aman Íman”
Andrew Bird - "Armchair Apocrypha"
Interpol - "Our Love To Admire"
Radiohead - "In Rainbows"
The National - "Boxer"
Devendra Banhart - "Smokey Rolls Down Thunder Canyon"
Beirut - "The Flying Club Cup"
Gogol Bordello-“ Super Tarante”
David Fonseca - "Dreams In Colour"
Feist - "The Reminder
Amy Winehouse - "Back To Black"
The White Stripes - "Icky Thump"
The Gossip - "Standing In The Way Of Control"
Arctic Monkeys - "Favourite Worst Nightmare"
Björk - "Volta"
PJ Harvey - "White Chalk"
Queens Of The Stone Age - "Era Vulgaris" Blonde Redhead – “23”
(de forma arbitrária ficam aqui alguns álbuns que por cá passaram ao longo do ano e que me marcaram de uma ou de outra forma)
O grande vencedor do ano foi Obama Girl que apela ao voto em Baraka Obama, candidato dos democratas norte-americanos, às presidenciais de Novembro de 2008. A senhorita aparece em trajes menores, com seu longo cabelo preto ao vento e a beijar várias fotos do candidato. Não digo mais, Veja com os seus próprios olhos! Este vídeo em que esta jovem sedutora declara o seu amorE pelo cavalheiro em questão foi visto mais do que quatro milhões de vezes por este mundo fora!
O segundo vídeo top é o de Chris Crocker, um fã incondicional de Britney Spears (vejam só! ou não vejam! - tapem os jolhos), em delírio extremis, que defende que todos os problemas da popstar têm berço nos media, nomeadamente nos paparazzi.
Mas ainda há mais um, que ocupa o terceiro lugar do pódio, é um vídeo amador que nos traz imagens de uma manada de búfalos a serem atacados por um crocodilo e uma família de leoas, durante um safari em Kruger, na África do Sul.
Deixo-vos o primeiríssimo apenas, recuso-me a postar a barbaridade do segundo.
sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
Candidata dos pobres brutalmente assassinada.
Benazir Bhutto, líder do Partido Popular do Paquistão (oposição), morreu num ataque à bomba à saída de um comício político na cidade de Rawalpindi. Ao que tudo indica, a rede terrorista Al-Qaeda está por detrás da morte da mulher que, por duas vezes, foi primeira-ministra do Paquistão. O primeiro-ministro em funções, Mohammadmian Soomro, decidiu manter as legislativas para daqui a poucos dias, apesar da instabilidade social e política que se adivinha. Após a notícia da morte de Bhutto, o choque rapidamente se transformou em revolta e a juventude do PPP invadiu as ruas de Carachi, Lahore e Quetta, vandalizando todos os sinais do regime militar do Presidente Musharraf. A cerimómia fúnebre d' A filha do Oriente, como gostava que lhe chamassem, esteve repleta de flores carmim, cor com que nunca deixou de pintar os lábios.
A esperança da estabilidade paquistanesa foi sepultada hoje no mausoléu da família, em Ghari Khuda Bakhsh, no sul do Paquistão.
quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
Biréli Langréne
surgiu em 1980, como um puto prodígio de 13 anos que logo foi comparado ao grande guitarrista cigano de jazz Django Reinhardt, pelo facto de ter sido criado no seio de uma família cigana, onde começou a tocar com 4 anos. No decorrer da carreira Biréli encontrou um estilo próprio e hoje é considerado um dos mais originais guitarristas activos do jazz.
domingo, 23 de Dezembro de 2007
sábado, 22 de Dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007








quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Um quietismo estético da vida, pelo qual consigamos que os insultos e as humilhações que a vida e os viventes nos infligem, não cheguem a mais que a uma periferia desprezível da sensibilidade, ao recinto externo da alma consciente.
Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer.
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que um dia foi a vida perdida.
Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção - isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.
Esta madrugada é a primeira do mundo. (...) Amanhã o que for será outra coisa, e o que virá será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visão.
Bernardo Soares, Livro do Desassossego
segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

o H da minha vida
Ama e deixa-se amar
Escuta voz e silêncio.
Partilha emoções e sensações com quem vive e com os que lhe são próximos. Tem olhos voltados sobre o Mundo. Solidário com a dor e o sofrimento dos outros, é sensível. Um homem alegre, que gosta da vida. Que saboreia o prazer e o risco e os doseia com sabedoria e inteligência. Ao lado dele, com ele, pensando nos dois, sem perda da individualidade, vivemos. Esse cavaleiro de que rezam as histórias e contos de fadas é doce e suave, mas forte, preparado para os duros desafios da Vida, consciente das oportunidade e amante de desafios, seguro, conhecedor das dificuldades do mundo incerto e competitivo de Hoje. Perspicaz, dialogante e tolerante. Profissional competente, culto, activo. Neste mundo ideal o Ter não ultrapassa o Ser. O H que idealizo será aquele que tem princípios e valores no caminho que calca e pelos quais lutará. Sorri quando vê uma criança, a ponto de me querer fazer pensar no que será um dia ver-lhe a alegria nos olhos quando lhe disser que vai ser pai.
Surpreende mesmo nos mais tímidos gestos.
Qualquer mulher não hesita em cativar este homem e recrutá-lo para pai dos seus filhos.
Alguém que é mesmo especial sem nunca se ter dado conta.
domingo, 16 de Dezembro de 2007
sábado, 15 de Dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
terça-feira, 27 de Novembro de 2007
segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Que achaste do concerto?
É um disco que eu sonhei fazer. Há já muito tempo que tencionava fazer um disco que tivesse uma característica mais upbeat do que os meus outros álbuns – mais bucólicos, melancólicos. Este disco traz uma componente diferente.
É um disco muito próprio. É uma opção trabalhares assim, tão sozinho, tão dedicado?
Disseste que o teu anterior álbum era um ponto de partida, tanto para ti como para a tua música. Este novo álbum é uma continuação?
Têm-me dito coisas muito boas. As pessoas que não gostam do disco não me vêm dizer, por isso geralmente só ouço as partes boas, o que acaba por não ser assim tão mau, mas também não é assim tão bom. Mas sim, têm-me dito muito bem. É normal que, quando ouvem o meu disco, as pessoas me venham dizer que gostaram, se não gostarem não me vêm dizer nada. Mas eu espero que tenham gostado.
Já há algum tempo que queria fazer um videoclip meu, mas nunca tive tempo. Quando tinha essas ideias, as alturas eram sempre conturbadas, e era muito difícil ter tempo para as realizar. Quando fizemos este disco, eu pus isto na mesa, falei sobre o videoclip, interroguei-me se haveria tempo para o fazer, e depois de tentar colocar isso na agenda, arranjámos 20 dias para fazer o vídeo. Entretanto tomei-lhe o gosto, e também fiz o último vídeo; se calhar vou fazer mais – depende do meu tempo.
O facto de tratares da parte visual dos teus álbuns tem a ver com a necessidade de quereres explicar a tua música além das canções, ou tem a ver com a tua anterior faceta de fotógrafo?
Não acredito no destino, porque nada me impede de amanhã ser o homem das barbas no topo da montanha, e isso é uma coisa que está muito dentro de cada pessoa – cada um decide, a determinada altura, o rumo que quer dar à sua vida. Tenho escolhido este, mas lentamente. Confesso que não faço ideia do que vou fazer daqui a 10 anos. Nem daqui a um ano…
Curiosamente, não! Mas ele telefonou-me e pediu para eu fazer a versão, e eu disse que não havia problema (risos). Eu queria fazer uma versão para este disco, porque nos meus concertos corro os reportórios de muita gente, viajo pelos reportórios de quem me lembrar. Sempre achei que esse meu lado um pouco melómano, de pessoa que gosta muito de música, devia transparecer também no meu disco, e por isso escolhi fazer um tema que não fosse meu. Quando decidi isto, a primeira música que me veio à cabeça foi essa do Elton John, porque acho que é incrível, e é também um tema improvável – qual era a probabilidade de eu fazer uma versão da Rocket Man do Elton John? Pouca. Então como vi que era uma hipótese remota, achei que valia a pena tentar, a ver o que acontecia. Além disso, é uma música que fala de coisas importantes – fala da segunda vida, de vidas atrás das que temos, ou seja, fala de temas que vale a pena focar. Foi por isso que a escolhi.
Como é que alguém que sempre quis ser fotógrafo se transforma num músico de sucesso? Dizes que não acreditas no destino; então, o que chamas a isto?
Não faço ideia, porque quando fiz o primeiro disco nunca pensei que ia fazer uma carreira na música. Porém, tenho continuado a fazer discos atrás de discos, e hoje em dia considero-me mais um músico do que um fotógrafo, porque é a minha profissão e aquilo que faço no dia-a-dia. Não faço ideia como isso acontece, acho que é mais por vontade, porque a certa altura da minha vida eu decido fazer mais um disco, ou fazer mais músicas, e enquanto houver essa vontade eu sigo-a. Não acredito no destino, porque nada me impede de amanhã ser o homem das barbas no topo da montanha, e isso é uma coisa que está muito dentro de cada pessoa – cada um decide, a determinada altura, o rumo que quer dar à sua vida. Tenho escolhido este, mas lentamente. Confesso que não faço ideia do que vou fazer daqui a 10 anos. Nem daqui a um ano…
Participaste no projecto Humanos, onde cantaste em português. Não pensas fazer um álbum dedicado à nossa língua?
Como te sentes quando cantas sozinho as músicas dos Silence 4?
25/11/07

sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
When the child was a child,
When the child was a child,
When the child was a child,
When the child was a child,
It had visualized a clear image of Paradise,
When the child was a child,
When the child was a child,
When the child was a child,
When the child was a child,
quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
domingo, 11 de Novembro de 2007
Uma voz à procura da cumplicidade.
Compõe canções sobre raparigas que não conhece, mas deseja conhecer. No fim de contas acaba por conhecê-las porque que se sente mal a compor canções sobre raparigasque não conhece (será um pretexto para as conhecer?) O sueco Jens Leckman antecipa experiências, compõe canções e depois vive as experiências. Night Falls Over Kortedala contém canções patéticas, manhosas mas emocionantes e sinceras. Uma presença naif em melodias exuberantes.
You are the light . Jens Leckman
(e Sweet Summer Night on Hammer Hill)
sábado, 10 de Novembro de 2007
Há 33 anos nasceu Brisa Roché. Filha de dois hippies, cresceu na Califórnia do Norte e vive em Paris. Com influências de música folk, psicadelismo e uma vybe jazzística, desde Bob Dylan, Donovan, Jimi Hendrix a Janis Joplin, entre vário outros, Brisa é comparada com Björk, Pj Harvey, Feist e, em parte, também com Devendra. Uma prestação que resulta em notas simples e espontêneas.
i hear music . Brisa Roché
segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
post página 100
Majesty
Hands Up, I Love You
Madrugada
já alguém dizia que são músicas para ouvir em noites estreladas, deitada na relva, de barriga para o céu!
domingo, 4 de Novembro de 2007
O maior representante do movimento hippie-chic do século XXI revela-se em mais um Disco. Devendra Banhart faz deste Disco, Smokey Rolls Down Thunder Canyon, o seu álbum mais heterogéneo, até hoje. Passa pelo rock jazístico, samba psicadélico, reggae, folk e, claro, conta com a presença das cordas melódicas soltas, vindas da natureza.
sábado, 3 de Novembro de 2007
sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
Alfama . Madredeus
(excerto do filme Lisbon Story - Wim Wenders - 1994)
quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
terça-feira, 30 de Outubro de 2007
O fado da procura .
Os búzios.
Ana Moura
(música de balneário, digam lá que não é qualidade? Não é por acaso que o trompetista dos Stones a convidou para gravar com ele.)
domingo, 28 de Outubro de 2007
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes,
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr so sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no seu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira prelitecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural -
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

II
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se faz para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
III
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, é como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
IV
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

Alberto Caeiro
Eu não diria melhor.
(fotos:
1 e 2- sob o sol da zambujeira,
2-areias do meco,
3-numa planície fracesa)
sábado, 27 de Outubro de 2007
sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Ali estava eu, sentada no lugar do pendura, numa tentativa de arrumação do acumular infinito de pensamentos que se me vinham à cabeça e à espera do bife cru, que posteriormente iria ter um futuro promissor: a frigideira. Biologia fresquinha, Matemática em restos, proposições da(s) Filosofia(s), notícias-do-dia e muito mais. Quando, pela rádio, oiço esta musiquinha, 1234.
1 2 3 4 & Mushaboom . Feist
Bonita, hein?
domingo, 21 de Outubro de 2007
sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
terça-feira, 16 de Outubro de 2007
What A Difference A Day Made . Jamie Cullum
(ouçam também All At Sea . Jamie Cullum)
segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
domingo, 14 de Outubro de 2007
sábado, 13 de Outubro de 2007
Dog House Boogie . Seasick Steve
(o avô cantigas lá do West! Quando o Tarantino o encontrar, não vai escapar)
Daydreamer . Adele
que docinho!
nos próximos tempos vou dar-vos muiita música, ando sem tempo para dar-vos letras, engulam pautas, as vogais e as consoantes voltam mais tarde
quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

David Fonseca regressou com Dreams In Colour, depois de Our Heart Will Beat As One editado em 2005. Foi lançado hoje, sendo o seu terceiro da carreira a solo.
Contrariamente aos álbuns dos Silence4 e dos anteriores a solo, de batida mais down e intimista, este último traz mais vida e optimismo ao reportório do (meu grande amigo) David.
Com o intuito de lançar o Cd' fez uns webisódios sensacionais e envolventes. Gosto especialmente do 3 e do 5.
http://davidfonseca.blogs.sapo.pt/
http://www.davidfonseca.com/
domingo, 7 de Outubro de 2007
Fade Into You . Mazzy Star
Rita Hayworth e Fred Astaire
(ou Fade Into You)
sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
sábado, 29 de Setembro de 2007

Contado pelo ponto de vista dos anjos, o filme é captado a preto e branco e é colorido apenas quando os anjos se apercebem da realidade humana em pleno. Esta é a história que nos faz (re)pensar sobre o ser-se humano. Nunca um filme deu respostas tão poderosas a questões tão persistentes.
A criança quando criança fazia perguntas como estas:
Porque é que eu sou eu e não tu?
Porque estou aqui e não ali?
Quando começou o tempo e onde acaba o espaço?
A vida sob o sol não é um sonho?
Existem mesmo o Mal e pessoas más?
Aquilo que vejo , ouço e cheiro não é apenas a aparência de um mundo antes do mundo?
É possível eu, que sou eu , não ter sido antes de ser?
E de repente o Eu que sou deixa de ser aquele que sou?
Respostas simples que nos fazem atentar sobre aquilo que é mais básico. Wenders faz destas questões o fio condutor de todas as cenas do filme: qual a relação entre o material e o espiritual? existe alguma esfera para lá do mundo material? Existe alguma entidade divina? Como conseguimos aceder a ela? O corpo e a mente são espirituais? Alguém ouve as nossas vozes?
(O que é que andas a fumar Inês?)
O filme tem tanto de realista como de utópico. Funde a vida moderna de Berlim com metafísca. Wenders desmente a tradicional ideia de Anjos. Para além do tempo e da morte, os Anjos param suspensos sobre Berlim. Tendo observado a existência humana, de forma cuidada, eles compreendem-nos melhor do que nós a nós próprios. Não vemos os Anjos e questionamo-nos sobre eles. O frio ou o calor, a cor, o sabor, a textura são-lhes completamente alheios. Não se apercebem que o Tempo está directamente relacionado com a existência humana. Intelectualmnte sabem que os humanos vivem no presente, e que o tempo presente para nós corre até ao nosso fim.
A curiosidade dos Anjos acerca da Vida encontra-se na forma como o Homem lida com o desejo.
Na sua perfeição, estes não-seres podem também ser apanhados pelo Cupido, sendo forçados às fraquezas próprias dos humanos.
É com os diálogos entre os anjos Damiel e Cassiel (Bruno Ganz e Otto Sander) que percepcionamos as suas vivências e tudo aquilo que vêem e ouvem. Um dos diálogos mais marcantes surge numa loja em que ambos estão sentados dentro de um carro e trocam notas feitas em Berlim, ao longo do dia.
Todos sonhamos um dia ultrapassar o limite daquilo que nos é humanamente possível: voar, escapar à rotina, à lei, correr a eternidade e deixar par trás a morte. Solveig Dommartin (Marion) encarna uma trapezista com essa vontade. Damiel, no seu desejo crescente de alcançar o estado humano fica mais e mais encantado com Marion e, finalmente (se há alguma viva alma tenha lido até aqui), Damiel passa do estado angelical a um humanóide state; juntando-se a Marion.
Acaba com um beijo e diz Fim.
(ficou tudo em aberto, mas se for para cumprir um verdadeiro happy end é suposto casarem-se, terem muitos putos e serem felizes para sempre)
Vencedor Best Director '87, em Cannes.
Há um desejo em cada asa. Há uma asa em cada desejo.
Tiago Bettencourt & Mantha . Canção Simples
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais que o sol
Fazes muito mais...
Vem quebrar o medo
Vem
Diana Krall . The Look of Love
(vejam a versão ao vivo - The Look of Love , tem outro feeling)
quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
domingo, 23 de Setembro de 2007
sábado, 22 de Setembro de 2007
José Cid . A Pouco e Pouco
A pouco e pouco se constrói um grande amor,
De coisas tão pequenas e banais,
Basta um sorriso, um simples olhar
Um modo de amar a dois
E às 5 e meia em ponto, telefonas-me a dizer.
Não sei viver sem ti amor, não sei o que fazer
Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito
Quando chego p’ra jantar, quase nem acredito.
sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
White Stripes . Ball and Biscuit
Let's have a ball and a biscuit sugar
And take our sweet little time about it
quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
A morte da palavra.
Sophia de Mello Breyner Andresen, A Palavra
in O Nome das Coisas, 1977

Palavras soltas,
Palavras livres no vento…
Palavras leves,
leves de um só suspiro,
Palavras leves como penas,
suaves como plumas.
Palavras soltas nas páginas de um diário,
Palavras soltas em folhas de rascunho.
Palavras livres de frases construídas metodicamente,
com toda a racionalidade e todo o cuidado
Palavras livres,
de uma mente cautelosa
mas amarradas à felicidade e ao encantamento.
Palavras escritas com amor,
Palavras escritas por uma mão e um coração que ama.
Soltas, de um sentido único!
Palavras soltas.
Palavras livres, leves, suaves e irrepetíveis!
Palavras escritas, desenhadas, dactilografadas, manuscritas, impressas, pintadas.
Palavras conjugadas, rimadas, parqueadas, cruzadas,
Palavras…
confusas, redemoinhadas.
Palavras frias, quentes, mornas,
doces e insonsas.
Palavras cinzentas, palavras coloridas, negras,
Palavras cruas e cruéis.
Palavras agrestes,
próximas e distantes,
Palavras sussurradas,
Ouvidas, faladas, ditas
Sentidas!
Puras, obscuras, ameaçadoras
Polissémicas, monossémicas,
Palavras duras, de ordem, amargas,
espelhadas, transparentes.
Palavras de luta,
Abandonadas,
Viciadas,
Loucas.
Tridimensionais,
Intermináveis.
Palavras manuscritas por uma simples e banal esferográfica que compro no quiosque da minha rua. De tinta azul, a tinta que mais gosto, de marca Bic ou Corvina, de tampa azul e embalagem transparente.
Dactilografada com letras de prata.
Uma, duas ou três esferográficas novas para que nunca falhem quando escrevo.
A dona do quiosque deve achar-me louca. Passo os dias no quiosque.
Quase todos os dias compro uma caneta azul:
- Louquinha! - ouço-a murmurar entre dentes quando abandono o pequeno e antigo quiosque, esverdeado, preenchido por revistas semanais, mensais, palavras, mil e uma palavras existem naquele minúsculo quiosque em que apenas cabem o vendedor e os seus produtos.
As vistosas revistas, os famosos jornais de títulos garrafais, o tabaco para os viciados e compradores regulares, os charutos, esferográficas para todos os gostos, de todas as cores, feitios, grossuras e materiais… e os chocolates, gelados, chupas para os mais novos das escolas vizinhas.
A verdade é que a cada verso, a cada poema, a cada carta que escrevo não quero que a caneta falhe. Nunca!
Palavras fugidias num bloco de bolso para quando chegar a casa as reescrever numa carta com tudo o que quero dizer.
“Odiei o que era fácil
Procurei-me na luz, no mar, e no vento…”
Palavras soltas,
Palavras livres no vento escritas para ti.
Inês
15-02-2005
foto de Robert Doisneau
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Desencantei uma livraria, Chaminé da Mota, detentora de «algumas obras classificadas como raridade, para além de numerosos manuscritos de escritores portugueses consagrados».
Fantástica, acolhedora e de cheiro tão próprio, com alguns exemplares peculiares e peças raras espalhadas pela casa (colecções de máquinas fotográficas, telefones, rádios, chapéus, relógios que pararam no tempo, gramofones...).
Na mesma rua e para adeptos da pesada, encontrei uma loja com artigos alternativos em que na montra constavam corpetes pretos, botas de cano alto e sapatos de cunha, umas asas pretas (à Amy Lee) entre outras coisas, que deixo à vossa imaginação. Para mais passem por lá e vejam com os vossos próprios olhos.
Deixo-vos a morada da lojinha das fotos :
Rua das Flores - nº 18, Porto
Queriam Hm? Telenovela era?
Ps: JCM não tem Tv em casa! Para quê?
domingo, 9 de Setembro de 2007
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Lisboa, Fevereiro de 1914 . Mário Sá Carneiro
quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Série P&B 1
I see You, You see Me . The Magic Numbers
Hold Still . David Fonseca
Santa Maria (Del Buen Ayre) . Gotan Project
quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Sabrina(Audrey Hepburn) é filha de um motorista de uma família influente. É desde sempre apaixonada pelo filho mais novo da casa, no entanto, ele ignora-a. Viaja para Paris, no intuito de esquecer tudo e mudar a sua vida. Lá, aprendeu a cozinhar. Uma mulher apaixonada e feliz queima o bolo. Uma mulher apaixonada e infeliz nem liga o forno. Regressa após dois anos, totalmente mudada. Despertando o interesse dos dois irmãos da casa, seus patrões.
Linus(Humphrey Bogart) é um incansável empresário de prestígio que produz materiais com várias aplicações, a partir de açúcar de cana. Preocupa-se em mostrar os produtos e fazer crer a todos que realmente são eficazes. David(William Holden) é um quebra-corações. Tudo seria fácil para este último se o seu irmão não se apaixonasse por Sabrina, uma vez que esta sempre fora apaixonada por ele. Com uma banda sonora típica de um romance de 1954. La Vie En Rose, de Edith Piaf proporciona-lhe uma onda envolvente que remata a paródia.
Um triângulo amoroso, uma história, de uma cinderela moderna, polvilhada de graça, charme e glamour.
Dirigido por Billy Wilder, foi Vencedor do Oscar de Melhor Figurino.
Quand il me prend dans ses bras Il me parle tout bas Je vois la vie en rose Il me dit des mots d’amour Des mots de tous les jours Et ça me fait quelque chose Il est entré dans mon coeur Une part de bonheur Dont je connais la cause C’est lui pour moi Moi pour lui dans la vie Il me l’a dit, l’a juré Pour la vie. Et dès que je l’aperçois Alors je sens en moi Mon coeur qui bat.
segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
domingo, 2 de Setembro de 2007
Rui Rio acolheu na sua tão querida cidade aviadores marados e uma multidão em busca de loopings perfeitos.
A cidade parou. Várias artérias foram bloqueadas, acabando por transtornar o trânsito rodoviário mas facilitando a circulação de trauseuntes dentro da cidade. Mas como nunca há bela sem senão quem quisesse passar de Gaia para o Porto não podia e vice-versa idem-aspas (soa mal mas parece correcto). Os metros Porto/Gaia só abriram por volta das 18h. A ponte D.Luis abriu às 17h20. Pessoas + abertura da ponte = onda gigante que rola sobre o tabuleiro. Lá está. Assim sucedeu. No metro havia de tudo: famílias, grupos de turistas, amigos, enamorados, pretos, brancos, rosas, amarelos, vestidos de preto (a prepararem-se para o mini-festival de música BAAHH \m/, do Coliseu), de vermelho, verde, teceta, teceta. Uns mais calmos, outros mais apressados. Deveras mais confuso que no S.João! Deparei-me, juntamente com os cavalheiros que me acompanhavam, com um senhor revoltadíssimo, que se sentia enganado pela Cp, roubado! dizia ele. Quando as portas do metro abriram soou um Uufff! conjunto, tal que era o desespero.
E ainda não proferi palavra acerca do meu posicionamento relativamente às ditas máquinas voadoras. Sem coordenadas precisas, vi tudo de pé, em cima de uma mesa ligeirmente coxa, apanhada à deriva na Ribeira portuense.
Tive pena de não ter tido bateria para fotografar os encostados à parede do metro e aquele senhor 'simpático' dos discursos mirabolantes, que ‘apenas’ privava pela segurança.
Houve uma dança constante nos ares do Porto. Adrenalina tem o leite de quem pilota os ditos cujos aviões acrobáticos!
O calor humano, o cheiro a cavalo, a semi-nudez masculina(meninas -ou meninos, sei lá- não pensem que foi bom! ui, só de lembrar até faz mal), o fumo branco sobre céu azul e os encontros marcaram esta ida inédita ao Porto, digna de recordação.
Quando for grande quero ser aviadora!
Assim foi, um dia muuiito agradável no Porto.
quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
terça-feira, 28 de Agosto de 2007
segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
Jorge Palma . Encosta-te a mim
Primeiro. Porque tenho um número incontável de recordações ternas com pessoas muito queridas. Segundo. Porque são esses momentos que devemos eternizar. Abraços destes. Carinho, amor, amizade e mimos que ficam sempre.
sábado, 25 de Agosto de 2007
quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
terça-feira, 21 de Agosto de 2007
segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Combina elementos de gypsy music, punk e cabaret.
Start wearing purple for me now!
In the old time it was not a crime!
This is Paris? It's just like Texas to me.O filme é fabuloso, a vários níveis: desde possuir um bom argumento, a ter música excepcional (de Ry Cooder), um grupo de bons actores e também pelo facto de conter imagens soberbas. Confronta as paisagens do deserto a uma viagem interior de cada um de nós. É uma incessante busca de um passado (não)perdido. Travis(Harry Dean) caminha permanentemente sem rumo, ora rumo a lugar algum sobre uma linha de comboio que desaparece na imensidão do horizonte americano. Desenvolve em nós uma sensação de solidão. Resulta num filme envolto em beleza e poesia visual.
terça-feira, 14 de Agosto de 2007
Cada pessoa escreve sete factos casuais sobre a sua vida. Depois passa o desafio a outras sete, deixando um comentário no seu blogue para que essa pessoa saiba que foi desafiada.
1- Os meus minutos de glória matinais são singulares. Embora ponha o despertador a tocar cerca de 20min antes do mometo que me parece apropriado para lançar pés ao chão acordo apenas cerca de 20min após. Entro na casa de banho, e com a mão direita tiro a escova de dentes do copo, levo-a para o duche. De manhã, nunca lava os dentes no sítio devido. Junto o útil ao agradável: poupo tempo e água, e além disso é revitalizante (água quente na cabeça + o sabor fresco da pasta de dentes = remédio santo para acordar).
2- 98% das vezes que a minha mãe me propõe fazer um bolo, faço por conseguir um bolinho de chocolate à casa.
3- Tenho uma certa repulsa em lavar casas de banho, no entanto gosto de lavar loiça. Dá-me um certo prazer aquele ritual; levantar a mesa, lavar os pratos e talheres, dobrar a toalha, secar a louça e distribui-la "num brinquinho" pelas prateleiras e gavetas dos armários.
4- O cheiro dos alfarrabistas, das lojas de velharias e roupas usadas atrai-me embora seja alérgica aos ácaros, conheço bem o meu "fim" sempre que nelas entro.
5- Na grande maioria das vezes que atendo o telemóvel tenho, no mínimo, uma chamada não atendida dessa mesma pessoa com quem falo.
6- É frequente recorrer ao telemóvel como auxiliar de memória. Tenho brancas recorrentes, sempre que algo me parece indicado recordar mais tarde acabo por apontar. Actualmente, são 81 rascunhos.
7- Gosto de adrenalina a correr-me nas veias mas brincadeiras com carros projectam-me para fora da órbita! Vão mãos à cabeça e sofro com o desespero. Aprecio a segurança.
Passo o desafio:
Sofia
Matilde
Roger
Sue
Ivan
(e sem blog) Pedro, Luis, Sara

Um assassino é sempre vizinho de alguém.
Paranóia é realizado por Caruso, autor de séries de televisão como «Smallville», e cuja incursão pelo cinema se deu principalmente com «Taking Lives», que deixou a desejar. Apresenta um cast de bons actores, entre eles Shia Labeouf, a "desaparecida" Carrie Ann-Moss e o sempre convincente David Morse. Conta também com Sarah Roemer e Aaron Yoo.
Atormentado pela morte de seu pai, Kale (Shia LaBeouf) é condenado a passar 3 meses em prisão domiciliária, após ter dado um soco ao professor de espanhol. O adolescente observa os movimentos da vizinhança pela janela, com seus amigos Ashley e Ronnie. Nestes encontros começam a desconfiar que um dos vizinhos é um assassino em série, tão badalado pelos media nos últimos dias e iniciam uma sombria investigação sobre a vida do suspeito. O suposto assassino recebe frequentemente ruivas em casa e tem um Mustang em sua posse, arranhado no lado esquerdo do pára-choques, tal como descrito pela polícia.
O trunfo deste thriller psicológico permanece no jogo do gato e do rato
Nesse parâmetro, podemos dizer que é algo semelhante a Janela Indiscreta de Hitchcock.
Claro, não podiam deixar de presencear os rangeres da madeira e a respiração acelarada mas silenciosa, cortada por um grito, para adensar o típico terror. O filme esbarra nos clichés de pânico. Mas tem por base uma boa história e obtém feedback, por parte do espectador.
Mais um Thriller teenager americano? Talvez, em parte. Mas por que não?
É também de avivar a banda sonora, dentro de uma onda soft do metal, Serj Tankian e Daron Malakian dão voz a Lonely day, do álbum Hypnotize - System of Down.
Paranóia representa uma surpresa.
Ah! Fui vê-lo ontem, ao cinema de Barcelos. Por mais incrível que possa parecer as salas do Cinema Barcelos são bastante boas, já para não falar da sua dimensão, têm aproximadamente 250 lugares (embora só lá estivessemos 7). As cadeiras são de plástico vermelho, com estofo azul, fazem lembrar algumas cenas de filmes futuristas de há três décadas atrás.
segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Fui ao cinema ver um filme a cores!
(Tudo começou pelas pernas de uma morena...)
"À Prova de Morte" é a parte realizada por Quentin Tarantino do projecto "Grindhouse" co-assinado por Robert Rodriguez. É uma homenagem aos filmes de série Z e às salas de cinema que os exibiam. E como bom filme Z tem tudo aquilo a que tem direito: riscos, saltos de imagem, falhas no som... Desde já, espectadores, não se revoltem a caminho da sala do projeccionista! É mesmo assim!
Tarantino consegue em "Death Proof" apresentar-nos um projecto arrojado, e com uma grande capacidade de envolvimento do espectador. Faz-nos, de facto, querer saltar da cadeira e correr para a tela para avivar as personagens que estão a ser presseguidas por um assassino.
Quentin Tarantino tem sempre presente a sua cultura cinematográfica e humor negro, denotados em várias referências e estilos marginais que este projecto procura revitalizar. Presenciamos assim um filme que poderia ter sido filmado nos anos 70, início dos anos 80, mas num contexto actual, cheio de telemóveis e carros modernos, que contrastam com o estilo "cool" de pequenas preciosidades, como o Chevy Nova de 1970 ou o Dodge Charger de 1969 que "Stuntman Mike" conduz.
Embora Tarantino goste mais da imagem sexy, as suas actrizes têm uma densidade e diálogos que é raro de encontrar. Surgem alguns grupos de amigas, que têm conversas naturais e abertas, aparentemente correntes, banais. Do grupo, as mais conhecidas, das quais se incluem Rosario Dawson, Rose McGowan e Mary Elizabeth Winstead têm um papel mais secundário. São Vanessa Ferlito, Tracie Thoms, Zoe Bell e Sydney Tamiia Poitier que actuam em grande plano.
Tal como Tarantino já nos habituou, é a sua banda sonora que enaltece todos os pormenores.
Death Proof é um bom exemplo da competência de Tarantino, planos aparentemente descuidados cedem coerência a um projecto que é mais do que lazer, numa prespectiva de que "Grindhouse" tem muito mais para nos dar. Permanece tudo em aberto.
Acautele-se com esta musiquinha inofensiva!
domingo, 12 de Agosto de 2007

Desde cedo ouço falar do tema biblíco Adão e Eva e agora surgiu a oportunidade de pesquisar e aprofundar o conhecimento deste assunto.
Li a Bíblia, capítulo um, versículo três, acerca do mito da criação.
Então Deus formou o homem, do pó da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida. Depois, pensou e disse: Não é conveniente que o homem esteja só, vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele.
Deus fez cair sobre o homem um sono profundo, enquanto dormia, tirou uma das suas costelas, cujo lugar preencheu de carne... Da costela que retirara do homem o senhor Deus fez a mulher.
Tema controverso ao longo dos séculos, que apaixona e divide os homens, na minha óptica esse mito bíblico é tudo menos plausível, escapando a qualqer lógica e racionalidade. É incongruente.
Agora percebo melhor a expressão que ouço frequentemente É tudo uma questão de fé.
Além desta questão há outra que me perturba: "desde o início do mundo", segundo a Bíblia, a mulher aparece numa condição de inferioridade, agora compreendo também de onde advém a força do machismo. Mas nem tudo é mau Eva agarrou no fruto da árvore proibida, a do bem e do mal, e deu dele ao seu marido, como se vê a faceta afectuosa e ternurenta já vem dos primórdios da Humanidade. Mas... qual é o problema das maçãs? Porque não proibir as bananas? Ou toda a gama de frutos secos?
(As controvérsias continuam e as minhas capacidades de compreensão parecem esgotar-se.)
Mas esta estória (com E ou H?) deixa-me ainda mais preplexa quando Deus faz intervir um réptil, (ainda que seja o mais astuto de todos os animais selvagens) na vida deste jovem casal.
Então Deus não é o absoluto da bondade? O maroto queria meter veneno!
Mas nesta história o que faz qualquer um sorrir é mesmo a questão das parras,coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas em torno da cintura, mas se eles estão no sweet paradise poqrque diabo têm que usar parras?
O que de todo a minha mente não aceita são os castigos da serpente, Rastejarás sobre o teu ventre, até ao fim da tua vida, bem como as punições Aumntarás os sofrimentos da tua gravidez -disse á mulher. E tu comerás o pão do suor do teu rosto porque tu és pó e ao pó voltarás e ainda a expulsão de Adão e Eva, do Éden.
E a história acaba aqui, porquê?
sábado, 11 de Agosto de 2007
My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key
Henry Fonda vs Charles Bronson
em Once Upon a Time in the West (Sergio Leone)
quinta-feira, 9 de Agosto de 2007
terça-feira, 7 de Agosto de 2007
domingo, 5 de Agosto de 2007
Saio de casa, a pé. Ando durante uns quentes 15 minutos por um pinhal, como tantos outros, sem gente, claramente repleto de vegetação bem cheirosa e tão particular do clima mediterrâneo e da costa vicentina. As minhas pupilas abrem, fecham, abrem e fecham. O calor é de tal modo insuportável que elas já suplicam gotas de humidade, água. Não tinha água doce. Apenas uma imensa quantidade de água salgada; no entanto, a cerca de 200m (100m de comprimento até atingir o ponto de descida a somar aos 100m de altura da arriba, da falésia, da encosta.. como lhe queiram chamar!).
Um óptimo péssimo acesso para um paraíso-mais-que-perfeito. Sinto as palmas de ambos os pés quentes como um ovo em contacto com a frigideira. Rondavam as 11h, o sol já ia alto e o mar chamava por mim.
Dou-me conta que havia voltado à Origem. Um homem, de corpo definido, formas atléticas e algum pelo a cobrir os poros atravessa-me a lente da máquina fotográfica enquanto eu buscava o momento perfeito, o splash! da rebentação das ondas conjugado com o voo das gaivotas que as sobrevoavam. Uma excentricidade, gulodice de fotógrafo. Como se lhe tivesse sido pedido, o homem, de aspecto viril, ar lusitano, um pavão, de todo, um macho latino, posiciona-se, exibe-se, consciente ou inconsciente da minha presença, não sei. Vira-me o rabo e sim!, capto o momento perfeito, num click!. Um veraneante nudista no canto inferior direito, com direito a céu azul acima da cabeça, areia rugosa cor de creme nos pés e o mar azul-esverdeado, grandes ondas de espuma branca, que lhe confere ares de glória, vitória e poder! Um verdadeiro rei do mar.
Pausei. Pousei o objecto perigoso. Fui aspirar mais de perto o cheiro do mar e molhar-me até ao umbigo. Regresso à toalha. Verifico, mais uma vez, a precariedade do acesso. Olho para trás, vejo areia e vejo uma rocha que se ergue a cerca de 40m com tufos verdes no seu topo. A descida, ou subida, não é fácil.
Naquele areal sem fim à vista estariam aproximandamente 10 grupos, 5 guarda-sóis, 2 pares de lésbicas, 3 pares de gays, 2 famílias, um homem só, um homem e um cão, duas senhoras de idade avançada e um casal. Pura saúde. Pude constatar que não só o facto da área da praia ser grande é a causa do distanciamento entre a plantação de toalhas. Os nudistas exigem espaço! Uns peludos, outros embora carecas, abrem demais as pernas. Outros querem apenas desfrutar do tempo e do espaço, fazem daquele habitat natural a sua casa, ultra-zen. Naturalmente, correm nus!
Não é mau, na verdade! Eu gostei.
Entre a minha toalha e a do vizinho do lado esquerdo vaziam 40m, para os do lado direito vaziam 50m. Famílias de nudistas, casais homo e heterossexuais. Solteiros e enamorados.
Pude também verificar que em alguns casais os homens estavam nus e as mulhers não, muitas faziam top-less ao invés de outras ainda que optam pelo bikini, trikini ou fato-de-banho e nunca o inverso.
Levantei-me. Sentei-me, novamente.
quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Parti para o Éden.
Regressei à Origem.
Fugi para um mundo afastado das caixas com fios agarrados às paredes.
Meus caros, fui de férias.
Voltarei em breve à Rota das Especiarias Blogosféricas.
segunda-feira, 16 de Julho de 2007
Hay otros que luchan un año y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida.
Esos son los imprescindibles.
(Bertolt Brecht)
Estremunhar.
Coisa mais feia, sensação mais desagradável.
Estremunhar e sentir o sopro de alguém no ouvido é terrível. Ter que responder é medonho. Ser obrigada a levantar é fatal.
v.t. Acordar de repente a quem dorme profundamente. Despertar de repente ainda estonteado de sono.
AHH!
Sabiam que: os antepassados dos golfinhos eram animais terrestres, chamados paquisetas? E que os golfinhos ejaculam 15 vezes mais espermatozóides do que um homem saudavel, numa ejaculação? (homens, shame on you!) E que durante a gestação do golfinho ele forma duas patas, que mais tarde expulsa, ainda dentro da sua progenitora? E que a gestação de um Golden Retriever é diferente da de um Dálmata? E ah! Atentem-se meus caros! : Durante a vida, o Homem engole até 10 aranhas enquanto dorme. AHAH
National Geographic durante duas horas seguidas atrofia o cérebro de qualquer humanóide.
Paciência(s)
Estive o dia todo em casa, entre paredes, enfiada nos lençóis, mergulhada em letras, abraçada por conversas, confortada pela rotina caseira. Desfrutei do maior prazer palativo do mundo: empanturrar-me de comida da mamã; aconchega o coração, preenche o estômago e revitaliza a mente. Ao fim da tarde num Riing! a campainha da porta traz consigo um pacote, transparente por sinal, com os melhores e mais viciantes mini-biscoitos do mundo: paciências, do sr. Rodolfo. Curioso como um crack crepitante nos dentes nos faz querer incessantemente mais cracks crecks cracks a desfazerem na boca.










































